ONDE ANDA ALBERTO RIST COELHO?

Alberto

Alberto sempre gostou de andar sobre duas rodas. Até 2009, quando sofreu um AVC que o impossibilitou de pedalar, ele era mais conhecido pela bicicleta. “Mas já viajei quase o Brasil todo de moto, estou com a segunda desde que me aposentei, no final de 2013”. De 2015 a 2018 ele rodou 58 mil quilômetros, sempre com a esposa Mônica na garupa.

Tanto a moto como a bike fazem parte da história e dos momentos marcantes da vida desse Engenheiro Eletrônico, que em 1981 foi visitar Itaipu, e o então  Superintendente de Obras e amigo de seu pai, Rubens Viana, o convidou para trabalhar na empresa. “Ele me deu dez minutos para decidir,  e eu aceitei”, lembra Alberto, contratado pela Caeb em 15 de julho de 1981 como Engenheiro Senior II.

MUDANÇA
Na época foi um desafio para o carioca de 27 anos, solteiro, que curtia moto, mar, tinha um bom emprego na Internacional de Engenharia (IESA) e uma vida boa como filho único.

Mas ele deixou tudo e foi para Foz do Iguaçu, onde mora até hoje. “Quando cheguei Itaipu ainda era uma obra, nem a Unidade 1 estava pronta, estavam concretando a barragem principal e a casa de força. Fiquei em Foz de 1981 a 1984, porque em função da morte de meu pai, tive que pedir transferência para o escritório do Rio”, lembra Alberto. Nesse período ele já namorava Mônica, que também trabalhava em Itaipu. “Ela era uma das únicas mulheres na usina, foi para lá em 1978, mas como não conseguiu transferência para o Rio, acabou pedindo demissão”, comenta.

Alberto casou-se com Mônica em 1985. Em 1986 nasceu o filho Pedro, Engenheiro Mecânico que hoje mora em Curitiba, e em 1991 nasceu André, estudante de Medicina em São Paulo e pai do Théo. “Vejo sempre o meu neto, que vai passar o mês de janeiro em casa”, conta o avô orgulhoso.

DE VOLTA
Em 1991 ele foi transferido para Curitiba, onde ficou quatro anos, e depois voltou para Foz, sempre trabalhando na Diretoria Técnica da Superintendência de Obras e Engenharia. “Foi um retorno tranquilo, tinha amigos aqui, já estava casado e com os dois filhos. Fomos morar na Vila B, as crianças adoravam. O trabalho era “puxado”, muitas horas por semana, mas era realizador ver as coisas acontecerem”.

Alberto fez jus à vida tranquila que leva agora. Tem como principal fonte de sustento a Fibra, da qual é sócio fundador. “Foi ótimo ter aderido à Fibra, é a melhor do setor no Brasil”, diz ele, que levou duas horas para se adaptar à vida de aposentado. “Brincadeira, não foi bem assim, me preparei psicologicamente para isso”, completa. 

Levando a tocha do PAM

PAM 2007
Este evento merece destaque na vida de Alberto. Foi ele que carregou o fogo da tocha olímpica dos Jogos Pan-Americanos de 2007. “Sinto orgulho de Itaipu, fui indicado para levar a tocha. Não foi uma tarefa fácil, mas consegui chegar no alto da barragem”, diz ele, que na época pedalava muito, tendo inclusive participado de vários campeonatos de ciclismo e até do Paranaense.

Alberto e sua moto BMW GS 1200Mônica, Alberto e PedroAndré e o filho Théo