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Turismo

A JAMAICA BRASILEIRA

São Luís, capital do Maranhão, foi fundada pelos franceses em 1612, mas coube aos portugueses darem a cidade sua marca registrada - seu belíssimo estilo arquitetônico. Foram os lusitanos que deixaram como herança os mais de três mil sobrados e casarões que se espalham pelas ruas e praças do Centro Histórico, no bairro de Praia Grande. Tombada pela Unesco, boa parte do casario colonial datado dos séculos XVIII e XIX foi restaurada e remete a uma viagem a um passado de prosperidade e ostentação. Hoje, os antigos solares dos barões abrigam espaços culturais, museus, lojas e restaurantes que preservam em suas fachadas os coloridos azulejos portugueses.    

Além da história, a cidade preserva culturas e tradições. O Bumba-Meu-Boi, representação folclórica que combina teatro, música e dança, atrai gente de todo o canto que chega para participar da colorida festa que toma conta das ruas nos meses de junho e julho. Tão enraizado quanto o folclore é o reggae. O ritmo, presente nas rádios, clubes e bares, conferiram a São Luís o título de "Jamaica brasileira" e torna impossível não soltar o corpo ao lado dos rastafaris ao som de Bob Marley e companhia. A capital maranhense, porém, exibe uma faceta moderna e luxuosa. Do outro lado do Rio do Anil está a parte nova de São Luís, ligada à área antiga pela ponte José Sarney. Por lá estão arranha-céus, shoppings centers e restaurantes sofisticados que servem pratos típicos como o arroz-de-cuxá. As praias - de águas não tão azuis - também ficam nesta área. A maré costuma variar bastante ao logo do dia, ainda assim, dá para curtir um banho em Calhau, Olho D'Água e Araçagi.

Culinária - Saborosa, a cozinha maranhense reúne influências indígena, portuguesa e africana, com grande variedade de frutos do mar e pitadas generosas de farinha. Não por acaso, o prato mais famoso da região é o arroz-de-cuxá. A iguaria é feita com verdura, camarões secos, gergelim e farinha de mandioca, sendo servida nos restaurantes especializados nas delícias regionais - dos caseiros, conhecidos como "bases", aos sofisticados. Os estabelecimentos mais concorridos se concentram no Centro Histórico, bastante procurado por turistas, e na parte nova da cidade - destaque para o bairro de Calhau.

Rede hoteleira – os hotéis e pousadas atendem a demanda do fluxo de turistas na cidade. São 32 hotéis e 26 pousadas. Dependendo da categoria e dos serviços oferecidos, o custo da diária varia de R$ 100 a R$ 520. Hotéis de luxo as diárias podem custar em média R$ 2.500.

Artesanato - A criatividade dos maranhenses encanta quem chega ao Centro de Artesanato, um espaço que funciona em um antigo casarão no bairro de Madre de Deus. Nas lojas, encontra-se bijuterias feitas com sementes de frutas da região,  miniaturas de Bumba-Meu-Boi e azulejos pintados a mão, além de objetos decorativos e utilitários produzidos com fibra, cerâmica e madeira. Os trabalhos são encontrados ainda nas lojas do Centro Histórico. Peças em renda também são características da região e podem ser adquiridas diretamente das rendeiras na vila de pescadores de Raposa. São toalhas de mesa, roupas e chapéus.

 

 
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