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Turismo

OURO PRETO. LAZER, CULTURA E HISTÓRIA

Em 1698, a referência para os bandeirantes paulistas que partiam em busca do ouro era “uma montanha pontuda” - onde hoje é o pico do Itacolomi. Pouco tempo antes, um mulato que pertencia à bandeira de Duarte Lopes havia encontrado algumas pedras negras no rio Tripuí. As amostras chegaram até o governador geral no Rio de Janeiro, que após uma avaliação descobriu que se tratava de ouro puro encoberto por uma camada fina de óxido de ferro. Essa cobertura escura deu ao lugar nome de Ouro Preto. Logo formou-se no local o que os nativos chamavam de “arraial”. Atraídos pela riqueza fácil, exploradores de todas partes do Brasil foram até lá em busca do eldorado. Em menos de trinta anos o arraial se transformou no maior aglomerado da América Latina.

Entre 1707 e 1709 ocorreu o primeiro grande envolvendo essencialmente paulistas e portugueses: a Guerra dos Emboabas. Ambos defendiam terem direitos legítimos sobre a área e reivindicavam a concessão das terras e minas. Ainda em 1709 seria criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, tendo Mariana como capital. Dois anos mais tarde os núcleos de Ouro Preto, Antônio Dias, Ouro Podre e Padre Faria foram elevados à categoria de vila. Nascia a Vila Rica de Albuquerque. Minas, pela abundância das riquezas minerais, crescia rapidamente e em 1720 tornou-se uma capitania autônoma, sendo a capital transferida para Vila Rica. À época, dizia-se que por lá existia mais ouro do que em qualquer outro lugar, fazendo as lendas do Rei Salomão parecerem ingênuos contos infantis. Cronistas relatavam a pompa das vestimentas e artefatos, repletos de ouro e pedras preciosas. O fausto durou até 1750. A partir daí o metal amarelo começou a escassear. A Coroa intensifica a fiscalização para combater o contrabando e força os mineradores a garantirem cotas de impostos pré estabelecidas. Em 1823, Vila Rica transformou-se em Imperial Cidade de Ouro Preto e permaneceu como capital da Província de Minas Gerais até dezembro de 1897, quando Belo Horizonte passa a ser a nova capital.

Hoje, Ouro Preto é considerada o maior conjunto homogêneo da arquitetura barroca mundial. Em seus enormes casarões, está retratada histórias da inconfidência mineira e de grande parte do período colonial brasileiro. Em 1980, a cidade recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido pela UNESCO e recentemente através do projeto Monumento BID tenta manter essa condição, restaurando os monumentos históricos. Anualmente milhares de turistas, brasileiros e estrangeiros, desejosos de visitar a cidade barroca que foi palco de movimentos revolucionários, intelectuais, religiosos e artísticos no século XVIII. Seu filho mais ilustre é Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, cujo acervo é preservado no Museu do Aleijadinho. Porém, as obras que imortalizaram este gênio não está em Ouro Preto, mas a 50 Km de distância, em Congonhas do Campo, MG, na Igreja Bom Jesus de Matosinhos: os 12 Profetas.

Além do seu patrimônio histórico, cidade é palco de importantes eventos artísticos e culturais. O carnaval de Ouro Preto é um dos mais tradicionais de Minas Gerais e do país. Sobre as ladeiras em paralelepípedo sobem e descem uma multidão de animados foliões. A cidade, além de um excelente pólo universitário, tornou-se nacionalmente conhecida pelas inúmeras repúblicas que servem de moradia aos estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto. Durante o Festival de Inverno e a Festa do 12, realizadas no mês de julho - assim como no período de carnaval – essas casas se transformam em pousadas, uma opção barata de hospedagem. A infra estrutura turística local, incluídos hotéis, pousadas e restaurantes, é de boa qualidade, além do que a cidade está a menos de 100 km da capital, Belo Horizonte. 

Fonte: www.ouropreto.org.br

 
 
 
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