NOVA ESPERANÇA PARA CURA DO CÂNCER DE PÂNCREAS

Uma avançada forma de radioterapia que vem sendo testada na Grã-Bretanha poderá prolongar a vida e até curar pacientes que sofrem de uma das doenças mais letais: o câncer de pâncreas. O dispositivo, chamado CyberKnife, emite centenas de feixes de radiação movidos pela respiração do paciente, que são capazes de atingir tumores localizados em órgãos ou partes do organismo de difícil acesso. O processo é muito sensível e basta a pessoa tossir uma única vez para que a sessão seja reiniciada. Ao contrário dos procedimentos tradicionais que utilizam baixas doses de radioterapia a fim de evitar danos nos tecidos sadios em torno do tumor, o CyberKnife, por sua precisão, emite altas doses de radiação sem causar efeitos colaterais.

Robert Ferrant faz parte de um reduzido números de pacientes portadores da doença e que têm se submetido as sessões. Animado com os resultados, ele diz que tem esperanças de vencer a doença. "O outro tratamento apenas iria prolongar a minha vida em cerca de três meses. Com o CyberKnife, realmente posso ter esperança de uma cura”, diz Ferrant, que descreve o tratamento como indolor. O tumor em Ferrant foi diagnosticado em dezembro de 2008 após sentir dores e perda de apetite. "Quando fui diagnosticado, estava aposentado e tinha acabado de comprar uma nova casa. Minha filha veio da França com seus dois filhos para uma grande comemoração de Natal. Todo o mundo estava realmente pensando que poderia ser a minha última festa”, afirma.

A previsão para o tratamento é de cinco sessões para cada paciente, podendo ser estendido em caso de necessidade. Segundo o médico Andy Gaya, responsável pela pesquisa, a maior dificuldade encontrada pela medicina é que na maioria dos casos o câncer é detectado muito tardiamente. Das pessoas diagnosticadas apenas 13% têm expectativa de vida de um ano e só 3% sobrevivem por até cinco anos. O que se espera, segundo o médico, é que o tratamento dê ao paciente chance de sobrevivência a longo prazo e até mesmo de cura Atualmente, o uso da nova máquina é restrito à clínica privada de Gaya, mas o plano é disponibilizar o tratamento em diversos hospitais em torno de Inglaterra nos próximos anos

Fonte: www.revistaepoca.com.br